quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Haikus de Café

A estas horas, no mundo
Todas as minhas vitórias
São vencidas.

Viver de verdade
É incomodar
Alguém.

Nas viagens até à
Montanha, o frio
À chegada.

O pagão ama sem
Qualquer pingo de
Água-benta.

A cerveja no bigode
E todos os sonhos
Que se esqueceram.

O Sol que não se
Trouxe, apodrecerá
As uvas.

Não tenhas medo de
Cair, a neve
Espera-te.


O valor que dás
À amizade, torna-te
Indigno dela.

Como as folhas do outono,
Regressam e nunca
São as mesmas.

Enquanto o empregado
Limpa as mesas
Penso no caminho.

Será a última, mas
Nunca será a
Última vez.

A vida quando
Abranda, passa
Mais rápido.

Yasunary Kawabata
Marão abaixo:
Neva.

Matsuo Basho nos
Ouvidos de um ganzado
No Porto.

Abraçam-se como se
Fosse a última vez.
É sempre.

Turku


11/2015