sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

 


Hoje

 

Passado algum tempo, o ruído da obstipação,

Torna-se naquilo que é, nada mais se cria,

Demasiada variedade mal digerida,

É um bombardeamento constante,

Mal se consegue respirar entre uma onda e outra,

É uma máquina de lavar interminável,

Em apneia vamos vivendo como se não respirar

Fosse a nova normalidade, contudo

Exigem sorrisos e produtividade ao máximo,

Dar o litro por amor à camisola,

Sem sacrifícios humanos, não se constroem impérios.

 

11.02.2026

 

Turku

 

João Bosco da Silva